O cenário da Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e) no Brasil está passando por ajustes cruciais para garantir que a transição entre os sistemas municipais e o ambiente nacional ocorra sem sobressaltos. Recentemente, novas diretrizes operacionais foram estabelecidas para alinhar fluxos de trabalho, parametrizações e o suporte aos contribuintes.
Confira os principais destaques dessa atualização e como sua gestão ou empresa deve se preparar.
1) Sistema emissor: Próprio X Nacional
A escolha do emissor é um passo estratégico para o município. Independentemente da opção, a parametrização municipal (alíquotas, retenções e regimes) é obrigatória para evitar inconsistências.

2) Por que a parametrização municipal é tão importante?
O ambiente nacional valida as notas com base nas regras configuradas no sistema municipal.
Se as alíquotas e retenções não estiverem corretamente parametrizadas:
- A nota pode ser rejeitada.
- O cálculo pode divergir do esperado.
- A sincronização pode apresentar inconsistências.
A recomendação é um trabalho preventivo, mantendo as regras de incidência sempre atualizadas.
3) Como ficam as retenções de impostos?
Este é um dos pontos que mais geram dúvidas. No ambiente nacional, o comportamento das retenções pode ser diferente do sistema local. Por isso:
- A configuração correta no sistema municipal é indispensável.
O que está parametrizado localmente será refletido nacionalmente.
4) Existem regras específicas para cartórios e bancos?
Sim. Esses dois segmentos possuem fluxos próprios.
Cartórios
- Devem emitir notas com maior recorrência (por serviço).
- Cadastro pode ser por CPF ou CNPJ.
- Regime especial: “Cartório”.
- O antigo D-E ISS deixa de ser utilizado.
- Emissor próprio: envio via webservice.
- Emissor nacional: envio direto pelo cartório.
Bancos
- A entrega da DES-IF e o processo de apuração não sofrem alterações.
- Seguem os mesmos moldes dos anos anteriores.
5) O que muda com a automação do ISS?
O MegaADM passa a utilizar o NSU (Número Sequencial Único) para recepção automática das notas.
Isso permite:
- Geração automática das guias de DMST e D-E ISS.
- Eliminação da necessidade de declarações manuais.
Atenção: se já houver guias geradas manualmente, é necessário coordenar o fechamento para evitar duplicidade.
6) Quais cuidados técnicos evitam erros de sincronização (DPS)?
Alguns detalhes técnicos são obrigatórios:
- A nota deve conter apenas um item de serviço.
- Para construção civil e eventos, é obrigatório informar CNO, CIB ou local do evento.
- Uso do certificado digital A1 da prefeitura é indispensável.Esses pontos evitam falhas na validação junto à Receita Federal.
7) Como funciona o suporte para emissores e prefeituras?
O atendimento pela equipe de suporte da Megasoft foi estruturado para facilitar a transição:
- Agora temos um chat integrado nos sistemas (Próprio e MegaNFS) para quem emite nota.
- O atendimento telefônico é exclusivo para as prefeituras, garantindo a mesma agilidade e qualidade já reconhecidas pelos usuários da Megasoft.
8) Como ficam o ISS e os impostos da reforma (IBS/CBS)?
IBS e CBS
- Obrigatoriedade de informação prorrogada até março.
- Serão exibidos na nota apenas como informação, sem recolhimento.
ISS
- Até 2026, o recolhimento permanece inalterado e exclusivo do município.
9) Posso trocar de emissor a qualquer momento?
Não é recomendado fazer trocas frequentes. Isso porque a mudança não afeta apenas o sistema: ela impacta todos os contribuintes do município, que precisarão ser comunicados e orientados sobre a nova forma de emissão.
Além disso, essa alteração precisa ser processada e refletida no ambiente da Receita Federal. Esse reflexo não é imediato. Se o município trocar o emissor e começar a operar antes dessa atualização nacional, podem ocorrer inconsistências de envio. Por isso, sempre que houver a decisão de troca:
- Comunicar previamente o suporte da Megasoft.
- Aguardar a confirmação de que a alteração já foi refletida na Receita antes de orientar os contribuintes a utilizarem o novo emissor.
O que realmente garante o sucesso da integração
A transição para a NFS-e Nacional não é apenas tecnológica. Além das adequações exigidas pelo novo padrão nacional, sabemos que este é um período de evolução dos sistemas, com ajustes e melhorias contínuas sendo implementadas para garantir mais estabilidade, desempenho e segurança aos municípios. Estamos atentos a esse cenário e trabalhando de forma permanente para aprimorar cada etapa do processo.
Esse movimento exige organização interna, parametrização correta e atenção aos detalhes operacionais por parte do município, somado a uma atuação técnica responsável e comprometida da nossa equipe.
Sabemos que este é um momento de muitas mudanças, novidades e dúvidas. Por isso, permanecemos à disposição para apoiar o município em cada etapa, oferecendo orientação, acompanhamento e melhorias constantes para que a adaptação ocorra com tranquilidade e segurança.



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